domingo, 29 de novembro de 2015
Tudo se desencontra
Tudo se desencontra.
Repare:
na pressa
o sinal fechado
na fome
restaurante fechado
no amor
o coração fechado.
E lá vai você
de frustração
a
frustração
aberto, o quê?
o túmulo
ah sim
algo aberto
há de ter.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Aquelas músicas
Aquelas músicas
ouvir,
por quê?
se vem a dor como monstro enorme
a lembrança e suas irmãs
terríveis
cuspidoras de fogo
só lamúria masoquismo autoindulgência
espinhos cravos lágrimas
frustração choro pesar
suicídio decepção velas
(e o piso do chão, tão gelado)
en
curvado
en
velhecido
você ouvindo
por quê?,
aquelas músicas.
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Ainda que na fluidez da imaginação de sonhos vãos
Voltar ali
ainda que na fluidez
da imaginação de sonhos vãos
ainda que no sentir calado
de corações desavisados
ainda que no rodopiar de anseios
que dão
em nada
voltar ali
ainda que assim
já era noite
carros e pessoas nas calçadas
nós de braços dados
voltar ali
no desejo não consumado
é tudo turbilhão tempestade
e tormenta
ali, assim,
voltar ali
sonho vãos
que transcorrem
fluidos
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