sexta-feira, 26 de maio de 2017

O escudo do poeta


Poemas alheios

Arquíloco de Paros (680-645 a.C.),
a partir da versão em inglês
constante em seu
verbete na Wikipedia

O soldado trácio inimigo
com alegria admirava o escudo
que eu deixara para trás,
tão belo e conservado estava.

Que isso importa
se em segurança 
consegui escapar?

Que se vá o escudo
outro melhor ainda
-quem sabe?-
qualquer dia hei de ter.



domingo, 7 de maio de 2017

A primavera que desperta



Poemas alheios


Meng Hao-ran (689 [?]-740),
a partir da versão em inglês
constante em 
por François Cheng

Sonolentos não notamos
a primavera que desperta.
Pássaros cantam em toda parte-
mas, à noite, cantavam vento e chuva.
Quantas pétalas caíram?




quarta-feira, 5 de abril de 2017

Sobre a tela branca do papel


Poesia como pintura:

não tintas
e pinceis

mas dispostos sobre

          a tela branca
               do papel

palavras e versos.

O desafio, aqui

é impedir que a pena caprichosa
se perca em devaneios

e crie outra realidade
que não aquela
do modelo.

O desafio, aqui

é ver o inspirador ainda
em cenas
rudes
do cotidiano.

Com isso em mente,
teremos um poema

     de cores vicejantes

versos frescos como tinta

                   sobre lírica moldura.